.As Maravilhas do País de Alice.

Segunda-feira, Janeiro 30, 2006






"Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos traduzidos em palavras
Pra que você possa entender
O que eu também não entendo

Amar não é ter que ter sempre certeza
É aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém
É poder ser você mesmo e não precisar fingir
É tentar esquecer e não conseguir fugir, fugir

Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém é por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito, mas com você eu posso ser
Até eu mesmo que você vai entender

Posso brincar de descobrir desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis
Posso tirar a tua roupa
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo
Mas com você eu tô tranquilo, tranquilo

Agora o que vamos fazer, eu também não sei
Afinal, será que amar é mesmo tudo?
Se isso não é amor, o que mais pode ser?
Estou aprendendo também

Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém é por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito mas com você eu posso ser
Até eu mesmo que você vai entender

Posso brincar de descobrir desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis
Posso tirar a tua roupa
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo
Mas com você eu tô tranquilo, tranquilo

Agora o que vamos fazer, eu também não sei
Afinal, será que amar é mesmo tudo?
Se isso não é amor, o que mais pode ser?

Estou aprendendo também..."

(Rogério Flausino/ Fernanda Mello)


Sexta-feira, Janeiro 06, 2006



"Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar
Que é uma pena."
(J. E P. Garfunkel)


"O cabelo está embaraçado e o nó cisma em atrapalhar. Dói fininho quando alguém que a gente gosta vai embora. Machuca e incomoda como esse nó no meu cabelo que eu não consigo tirar. Dói no cabelo que já não fica o mesmo. Dói em mim que não consigo resolver o impasse. Permanece a dor de cabeça como brinde de um empate curioso dessa espera. É ruim quando a gente ama e se desespera porque o amor já não cabe mais na mesma caixa, no mesmo frasco. É estranho perceber que ele mudou de formato. Que o que antes se esparramava todo na imensidão bonita de seus laços, agora se desembrulha tímido pela fresta do desmaio. E é fato que já não é mais como era antes. Mas isso tem que ser pior? Se o que era antes acabou é porque não era tão bom assim. Ou assim eu gosto de tentar pensar. E me distraio com o cabelo que faz tempo que assim como esse amor já não é a mesma coisa a brilhar. Viço que tira férias. Brilho que se desacostuma. E a vida passa a ser de repente uma festa de pontas duplas pra todos os lados. Quer colorir. Experimenta por de lado. Inventa um novo penteado mas a estrutura do fio ainda é a mesma que teima em nascer de novo enrolado, enrolado, enrolado. Até fazer cacho. Ainda que suave. Só na ponta. Faz tempo que anda muito agressiva e tem certeza de que não é nenhuma progressiva que vai trazer resultado. Precisa é de tratamento. Banho de creme e de choque. Cuidar da raiz com cuidado. Benção de hidratação.

Precisa é tentar proteger a alma desses efeitos nocivos de começo de verão."

Que em 2006 você venha mais vezes e de preferência sem eu precisar chamar.
Que deixe mais comentários sem eu precisar te buscar.
E que, é claro, elogie mais o meu cabelo.

Um beijo.
E que esse ano seja um ano delicioso pra nós dois...

Home