.As Maravilhas do País de Alice.

Segunda-feira, Janeiro 31, 2005


"Dormi como quem esquece que o mundo foi feito pra gente acordar."


"E ficou ali pensando. Chafurdando no sonho até ele chegar. Desejo que ela nem de perto pensou em conquistar. Tá esperando o infinito. Tá pensando que é bonito viver sem tempo certo pra voltar. Tem se acabado toda. Tem se afastado dos momentos que faziam ela vibrar. Agora vive pelos cantos e pelos santos que não têm nada por dentro pra mostrar. Ela espera demais. Será que não sabe que a parte boa anda escondida demais? Ela insiste no erro. Se põe distante da escrita. Se esgoela. Quase grita. Mas não encontra proteção na aparente sintonia das coisas que teimam em mudar de lugar. Sempre implicou com o silêncio dos outros. Sempre privilegiou o seu. Nunca entendeu a máquina criativa das coisas, embora soubesse obedecê-la muito bem, ainda que um tanto arredia. Silenciosa como agora. Uma hora quer sinfonia e outra hora quer ir embora abandonando tudo aquilo que hoje teima em incomodar demais. Sempre quis morar sozinha. Talvez com algumas plantas. Um cachorro com certeza. Regaria suas ilusões com sua solidão brejeira e juntas caminhariam sem pensar no depois. Nunca soube o que de fato acontecia com seus quereres tão incertos. Ela que abre a porta quase não querendo entrar. Mania estranha de não se atrair tanto pelo desconhecido. Medo de se hipnotizar com aquele olhar tão bonito. Passava o dia a olhar ali da proa o imenso mar de suas possibilidades infantis. Elas que navegavam tão longinquas atrás daquele resto de nuvem. Sentia-se atraída, mas como mergulhar naqueles mares que de longe lhe inspiravam felicidade? Caminhos de poesia por onde começaria sua viagem instigante rumo ao mundo mais distante de suas belezas-porto-cidade."

(.Calefação. 31/01/2005 - 00:40h)


Terça-feira, Janeiro 18, 2005

"Só não crio juízo porque não sei o que eles comem."



Desculpa, mas é que tá tudo muito chato.
Quando terminar de arrumar eu volto.
Beijo.



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